Branding e storytelling no mercado imobiliário

Como transformar atributos do imóvel

em valor para o cliente?


Como você se apresenta pela primeira vez a alguém? Provavelmente, você fala seu nome e um pouco sobre você e, à medida que o relacionamento se aprofunda, você conta mais de suas histórias e deixa transparecer sua personalidade.

Com as empresas não é diferente. Cada uma é composta por sua marca, seus valores e também sua trajetória. E é por meio do branding ou gestão de marca que a empresa assume sua personalidade ao público, visando adquirir credibilidade.


No mercado imobiliário, o branding de uma construtora ou incorporadora deve agregar o seu propósito de geração de valor. Para citar alguns exemplos, uma empresa do ramo imobiliário pode ter como valor o requinte e qualidade dos materiais, trazendo acabamentos e métodos construtivos de ponta; outras podem ter o aproveitamento de espaço; a localização nos melhores bairros da cidade; outras podem propor custo-benefício; porém o mais importante é que o cliente se conecte com a proposta de valor e a reconheça como verdadeira.




Além de criar boas estratégias de branding, é preciso comunicar de forma eficaz com o público, para que entenda o que sua empresa é, o que faz e por que existe. Uma das técnicas de comunicação empregada é o storytelling, ou seja, contar uma história.

E por que contar uma história? Porque as pessoas se envolvem com os personagens, o enredo, a ambientação. Com isso, associam às sensações e emoções e memorizam os detalhes daquele cenário com mais facilidade. O storytelling transmite o branding de maneira mais subjetiva e abstrata, mas também de forma mais interessante e conectada à audiência.



A Apple, por exemplo, possui um branding bem estruturado e propõe inovação, qualidade e design como atributos da marca. Entretanto, a cada lançamento de um novo produto, a Apple conta ao público o que a levou a criá-lo, quais atributos serão acrescidos àqueles já propostos como básicos e porque estes atributos são úteis aos consumidores. É pela combinação de branding estruturado e storytelling a cada produto que a Apple se consolidou no seu mercado de atuação.


Por isso, além de ter claro o branding de sua construtora, é necessário fundamentar o storytelling de cada empreendimento imobiliário separadamente, uma vez que cada um deles possui uma história própria e um conjunto de atributos único. Transmitir as particularidades de cada empreendimento é transmitir o DNA daquele imóvel ao futuro comprador.

Após construir a narrativa, é essencial fazer com que o cliente concretize o abstrato. Estima-se que 80% das mensagens são assimiladas por uma pessoa através da visão. Desta forma, filmes e imagens bem produzidos têm a capacidade de dar o tom, de emocionar e encantar, conforme planejado no storytelling.


Há muitas alternativas que demonstram cada detalhe como deve ser evidenciado: as imagens 3D, que mostram as áreas comuns, os acabamentos, a fachada; os filmes, que mostram o bairro, o empreendimento e a sensação de morar ali; o tour 360º, que personaliza a experiência e proporciona a cada membro da família usufruir em detalhes o seu ambiente favorito e a realidade virtual, que permite ao cliente passear pelos cômodos, ver a disposição dos móveis, a textura, a iluminação e obter o máximo da história que sua empresa criou, gerando conexão e assimilando o valor daquele empreendimento.



Comprar um imóvel pode parecer uma decisão racional, mas nada mais emocional do que a escolha de um lar. Por isso, o storytelling pode acelerar a assimilação que o cliente faz da proposta de valor do seu empreendimento. E boas histórias costumam terminar em final feliz, tanto para o cliente quanto para sua empresa.


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