Mercado Imobiliário: O panorama atual e tendências pós-pandemia

Ainda que a pandemia de Covid-19 seja desafiadora para muitos setores da economia, o mercado imobiliário apresenta crescimento robusto nas vendas em 2021. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontam para um aumento de 27,1% das vendas de imóveis no primeiro trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) confirmou que as vendas bateram recordes nos quatro primeiros meses do ano. Há algumas razões para que a aceleração na comercialização de imóveis se mantenha.


O isolamento social fez com que o home office fosse adotado por muitas empresas e profissionais. Com isso, os espaços e o conforto no lar tornaram-se prioritários para os brasileiros, aumentando o interesse pela aquisição de imóveis em detrimento de gastos com turismo e lazer, por exemplo. Enquanto a economia global teve uma queda de 3,7%, o setor de turismo caiu 49,1% e o de lazer caiu 64% em 2020. Já os gastos do brasileiro com moradia evoluíram 23% no mesmo período.


A possibilidade de continuar com trabalho remoto após a pandemia faz com que os consumidores busquem não só o aumento por conforto, mas também por qualidade de vida. O comportamento de comprar imóveis fora dos grandes centros urbanos apresenta uma tendência para os próximos anos, seja como primeira aquisição ou para antecipar o sonho de morar na serra, no interior ou no litoral.


Além do isolamento social, a taxa de juros baixa fez com que o financiamento imobiliário ficasse mais atrativo para o consumidor. Segundo o jornal Estadão, em meio à forte demanda dos brasileiros pela casa própria ou por novos imóveis, o setor já projeta crescimento superior a 30% nos financiamentos para este ano. E, mesmo com o início do processo de alta de juros no Brasil e da escalada dos preços de materiais de construção, o financiamento imobiliário projeta fechar com alta de 34% para o ano.


Os lançamentos de imóveis residenciais no país tiveram alta de 3,7% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado. Com as vendas em alta e os lançamentos em crescimento moderado, é um bom momento para construtoras e incorporadoras garantirem o giro dos estoques de unidades disponíveis. Para isso, devem estar próximas ao potencial cliente e fazê-los passar por todo o funil de vendas. Confira as dicas da Fuel clicando aqui.


Analistas apontam que é possível vislumbrar um cenário favorável para o desenvolvimento do mercado imobiliário em 2021 e 2022. Além da avidez dos consumidores para compra de imóveis, o setor ganha destaque também entre os grandes investidores. Por intermédio dos fundos de investimento imobiliário, as construtoras de pequeno e médio portes adquirem uma opção de capital abundante e com custo reduzido, que garantem os recursos necessários para construção dos empreendimentos e novos projetos.

Mais do que nunca, é momento de aproveitar a conjuntura favorável do setor e se preparar para um possível novo boom pós-pandemia. Para isso, é preciso tornar-se competitivo e planejar este novo ciclo de expansão, acelerar a utilização de ferramentas de prospecção e conversão de vendas, principalmente no universo digital, além de investir em inovação, marketing e em recursos de comunicação eficazes. [Acompanhe nossa série de textos sobre o mercado imobiliário no blog da Fuel].


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